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Câncer / Idéias Otimistas ( Extra texto )








          






Câncer / Ideias Otimistas

      
(Entre Darwin e Lamarck)

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        Vamos nos remeter a um texto simples e direto, para que, não só Gregos e Troianos, mas também, o próprio Autor possa entendê-lo.  

        Vamos começar falando de vida -  e com coragem, de seu complemento -  morte. É claro que a vida é boa. É claro também que para viver, é preciso que tenha condições adequadas. Sejam elas ambientais, ou sociais, no caso humano. E, que a morte a princípio, do ponto de vista de quem vive, equivocado ou não, não é uma coisa agradável.

          Se a morte fosse coisa boa a o ponto de vista de quem vive, reiterando; equivocado, ou não;  a vida teria fracassado logo no começo, e de todo, pois nem um ser resistiria qualquer ameaça e se entregaria com graça a morte, ao menor sinal de um fenômeno inimigo.

          Esta resistência a morte, este esquivar-se dela a qualquer custo, este projetar a vida para além da morte, equivocado, ou não; evolutivamente é um bom, magnífico sinal. E aquele que se assusta, estremece, ou se entristece, ou mesmo se angustia com qualquer ameaça a própria vida, por mais séria que seja a ameaça, por si só, este ser é legitimamente são. E, alguma coisa de muito boa pode se revelar nele, para que possa prosseguir. Claro, em direção ao fim comum e digno; vida longeva / morrer de velhice.

          Sempre haverá meios dos quais valer-se, sempre. É preciso busca-los, identifica-los; é preciso acreditar. Há um intercâmbio de comunicações entre a alma e o corpo / entre a mente e o físico, que pode deixar-se acontecer, como um novo e verdadeiro alvorecer dentro de cada um de nós.
         
          Há atitudes que podem ser tomadas a nosso favor, mesmo depois de tudo se revelar contra. E elas não são do outro mundo. São simples, e estão a o nosso alcance.

          A evolução acontece não só a o acaso, mas de necessidades, anseios e aderências. A vida eterna é uma busca incessante, tanto pela parte de animais, quanto de humanos, e talvez de todo  ser vivo existente na natureza. Nenhum ser vivo entrega-se a morte sem lutar, e se se entrega; pelo menos é por uma causa mais forte que sua própria vida. Não é preciso pensar muito para se chegar a uma relativa conclusão que, a vida eterna é uma pretensão, um objetivo da vida, como a conhecemos. E, no caso humano - além dos cuidados com a saúde - tanto no campo espiritual, como no campo material, esta pretensão se dá com naturalidade através da religião, ou de préstimos para a história, grandes feitos nas ciências, nas artes, na política; pela natureza dos fatos, ou não, consciente, ou não, em busca da imortalidade.

        O inicio da vida na terra, entre 3,5 e 4 bilhões de anos, se deu em um ambiente propício criado a o acaso,  por fenômenos locais. Ali a vida não surgiu pronta. Houve uma espécie de experimentalismo casual feito pela própria natureza. E, brilhos de vidas como piscares de olhos foram surgindo aqui a ali, até que a condição vital se afirmou. Surgiram os seres unicelulares assexuados - então para melhor evoluírem, surgiram os seres sexuados. Todos de vidas breves. (Fala-se que os seres assexuados são imortais: sujeitos apenas a predadores e a acidentes. Estes seres a o reproduzirem-se, dividem-se ao meio. Embora a genética continue; a matéria original em cada um dos dois novos seres que sugiram, na primeira procriação fica pela metade / mesmo que cresça, a metade já não é original em relação a matriz - e  na segunda, fica pela metade da metade - na terceira, pela metade da metade da metade - e assim por diante, até que suas características originais somem em direção ao infinito. Isto não me parece imortalidade - é sumir-se aos poucos).

       Com o passar do tempo, a evolução foi alcançando vida cada vez mais longa, e claro,  premiou as espécies mais corajosas: as que em evolução, se aventuraram a o sexo para reproduzirem-se: ás sexuadas; que enfrentam diretamente a morte de cada espécime, para fortalecerem os filhos, e estes, a espécie. Porém, sempre a passos largos em mutações em busca cada vez mais da longevidade.   
      
        Darwin nos mostrou que a evolução na natureza se dá a o longo do tempo, a o acaso. Porém  em suas experiências, e pesquisas, ao se deparar com um criador de pombos; este não só lhe assegurou, mas lhe mostrou que,  em não mais que seis gerações, intencionalmente através de cruzamentos, criaria raças novas de pombos com características bem distintas, escolhidas intencionalmente, ao gosto do cliente: bicos mais longos, peitos mais empinados, pernas alongadas, com topetes, nanicos, grandalhões, menos ou mais resistentes, menos ou mais longevos...  (...na natureza, se a fêmea um belo dia, escolheu um tentilhão macho de bicos longos e delicados, por que instintivamente sabia que este caçaria larvas com mais facilidade nas fendas das madeiras ressequidas, assegurando sua prole, é porque a evolução não se da tão a o acaso assim. " o primeiro bico longo a surgir, sim - pode, (Darwin) / e não pode(Lamark) ser a o acaso / pois pode ter sido o anseio contínuo de um de seus predecessores de bico curto, que durante a vida inteira quis  alcançar as larvas no fundo das fendas das madeiras ressequidas / que ecoou geneticamente em sua descendência, como uma espécime mutante. Mas depois disto, quando mais de um bico longo se estabelecem na natureza, e passam a escolher bicos longos para acasalar; o que chamamos de seleção natural, com clareza, também pode ser chamado de seleção instintiva-intencional). Há uma cumplicidade, entre o surgimento, a o acaso, de um bico longo, e uma intencionalidade instintiva da Fêmea que o escolheu. 

       Se o meio ambiente tornou-se agreste, e o alimento escasseou - aquele bico longo que surgiu (o qual não podemos ter certeza se surgiu a o acaso, ou como anseio ancestral que ecoou na genética, ainda que seja para um único descendente) com a inencionalidade instintiva da fêmea de bico curto, irá salvar a espécie - e, por isto, por ser adaptado, adaptá-la a o meio. Agora sim, podemos olhar com a visão Darwiniana do acaso. Porém, filosoficamente, não há como garantirmos com certeza absoluta que, não tenha uma ponta de Lamarck, na evolução da vida na terra.
   
         Não há como comprovar que os primeiros seres que antecederam os pássaros criaram plumas e penas, e alçaram seus primeiros voos pela ânsia de voar passada crescente e geneticamente, de geração em geração, para os seus descendentes. Nem há como comprovar, que criaram plumas e penas e alçaram seus primeiros voos a o acaso, como fenômeno das adaptações. Mas é fácil imaginar que frente a os predadores, houve a necessidade gradual, ou mesmo urgente, para que isto acontecesse. Como definir se foi realmente a o acaso - ou se as tentativas de correr e saltar cada vez mais distante, não acionaram o genes que, passo a passo acionou a evolução e surgiram os pássaros? Como afirmar que espécimes que, depois de muitas fugas apreçadas a os saltos, e vitoriosas, não acumularam esta informação em sua própria genética, e passaram adiante através de seus descendentes - passo a passo - de anseio a anseio de saltar cada vez mais longe - cada vez mais alto - de geração em geração - e então gerando a nova espécie? 

           Penso, se esta intenção do ser humano conquistar a eternidade, embora que relativa  entre Darwin e Lamarck, não seja algo relevante entre a evolução e a natureza; se entre o céu e a terra, não for um fato consumado.

         É claro que, este anseio, como evolução, será atendido, se já não o é, no campo espiritual. Tal qual uma estrela, somos projeções em energia, voamos na velocidade da luz em todas as direções, e talvez a velocidades muito além, que ainda a ciência não se certificou. Não é por acaso, que mesmo quando distantes, sabemos quando uma pessoa querida, e de nossa grande estima, está doente ou em dificuldades.

        Toda a informação que contém registrada, uma vida inteira de um ser humano, e mesmo de toda a humanidade, e indo mais longe; de toda a vida terrena; propaga-se pelo universo. E, quer queira, quer não queira, religiosos, ou ateus / materialistas, ou espiritualistas: é visível que, “de alguma forma, ou de outra”, que se quer imaginamos, seja qual for / no futuro,  a evolução nos espera com vidas muito longas no plano físico / com a eternidade, e esta, muito provavelmente em forma de energia pura. É  o que desejamos, é o que queremos - ao acaso, ou intencional vamos tentar alcançar isto.

       “É certo que os primeiros instantes da vida na terra / para as primeiras centelhas de vida / a vida não durou mais que alguns centésimos de segundo”. É certo também que, a vida a o surgir pela primeira vez, gostou de viver, e ansiou por prolongar-se.

         Os primeiros instantes de vida surgiram a o acaso, mas também devido a o clima e o ambiente propício. Não podemos pensar em reprodução neste primeiro instante; mas em um ambiente propício a fazer a vida surgir uma vez após a outra como por encanto - "podemos".

         A vida do primeiro instante, como espécime, surgiu e desapareceu como num piscar de olhos. Mas cada átomo que ali esteve presente guardou aquele momento mágico como informação para si, e a cada recombinação molecular propícia, cada um destes átomos irradiaram e passaram a informação preciosa de tudo o quanto experimentaram de bom com o acontecimento da vida, ansiosos para que  acontecesse de novo: aquilo que todo o ser vivo experimenta: a consciência pura e original de  estar vivo; de fazer parte do momento maravilhoso do acontecimento da vida; o sentir a vida, é registrado por cada partícula que ali esteve presente. E assim, a vida se fez de novo, uma vez após a outra; até surgir o fenômeno da reprodução / sempre ansiosa por prolongar-se em desejo e prazer de viver.
     
        Bastou para á vida ansiar por prolongar-se e, de uma forma ou de outra; em evolução, passo a passo, prolongou-se em cada ser. Ou dividindo-se, ou multiplicando-se. É certo, mais uma vez que, a contra gosto de viver, a vida não teria evoluído. O amor não é o contra gosto do amor, o prazer não é o contra gosto do prazer / seria como o gosto ser o contra gosto do gosto. Então, a vida não é o contra gosto da vida, e sim,  o gosto,  o gosto da vida, o gosto de viver. Se há algo que se quer a si mesmo, e com toda a segurança tem amor próprio, é a vida, e todo  tipo de vida.

        Não podemos dizer que a procriação surgiu tão somente a o acaso / foi também o anseio de viver que buscou a reprodução, a procriação, e a possibilidade de reproduzir-se no âmago de cada espécime. Nem podemos dizer que, somente a o acaso nasceu a audição / foi também o som que a fez. E a vida, foi ela que o sentiu vibrando lá fora e o buscou. Sequer podemos dizer que, os olhos brilharam puramente a o acaso / junto a isto, foi também a luz que criou a visão, em profusão com  os sares, que aquecidos e iluminados por ela, em ânsias de vela, a buscaram - por senti-la em seu  brilho. Por refletirem, e brilhar com o mundo que ela clareava e aquecia, mas que permanecia na escuridão do ser, que a desejava vê-la e que, passo a passo, de geração em geração, entre o acaso e ânsia de ver, aconteceu a visão.. Mesmo a luz que os seres das trevas nas profundezas abissais dos oceanos, criaram para si, não foi tão somente a o acaso / foi também o anseio de ver o mundo e os seres pulsando tão próximo de si, e  a cumplicidade da própria escuridão ambiental, que a fez, para revelar-se em seus tesouros, que pulsavam em profusão entre sentidos por todos os seres, e então iluminá-los com sua própria luz . Lamarck e Darwin, não estão separados.

      Muito mais do que Lamarck, a teoria de Darwin surgiu a o gosto do materialismo dominante da época - foi uma época em que - pelas atrocidades provocadas pela igreja, que matava pessoas por pouco mais de nada, queimadas vivas em fogueiras - pela degradação social causadas pelo industrialismo na França e Inglaterra - pela empolgação humana diante da nova evolução no conhecimento desencadeada na renascença - pelo  livramento  das trevas provocadas nas ciências pelo cristianismo fundamentalista da idade média - por tudo isto, os intelectuais da Europa estavam desaprovando, desautorizando Deus em suas obras literárias -  tanto é que Darwin era profundamente admirado por Marx. Pois este, como aquele - guardadas as áreas - tinha tirado a criação das mãos de Deus. Não tinha como sua teoria não se firmar como a nova verdade na história do acontecimento da vida. Mas no entanto, se quisermos ser realmente sérios, torna-se impossível cientificamente afirmar com absoluta segurança Um, preterindo o Outro, a saber, Darwin e Lamarck .
    
     Um fisiculturista, não passa o seu físico avantajado para os seus descendentes - mas isto é óbvio - fisiculturismo não é necessidade fundamental, é extravagancia. Não tem como comparar este exemplo / com o exemplo do desespero de um ser  precisando em anseios, de pular cada vez mais longe, saltar cada vez mais alto, buscando a sobrevivência frente a o predador. Numa situação como esta - de vida ou morte - é quase impossível negar uma explosão de informação se espalhando por todo o ser, e esta, inundando e sendo gravada pela genética, para ser passada a posteriori, para os descendentes que forem gerados depois do evento: como possibilidade crescente, de geração em geração, segundo o mesmo ser, em relação a o mesmo ambiente e os mesmos predadores. (se a caça evolui, o caçador precisa evoluir para caçá-la: o primeiro pucha o segundo - o segundo empurra o primeiro em direção a evolução). A condição  de um ser sendo caçado por um predador, e espontaneamente fugindo deste como se sua natureza lhe foce legada do nada, e esta condição sendo passada para seus descendentes / não leva em conta o seu passado como espécime, e se quer, qual a real origem de seu legado como espécie. Será, que realmente surgiu do acaso? 

       Seria preciso uma investigação filosófica mais profunda - do que uma simples descrição dos acontecimentos naturais. A  certeza da ideia que descreve o fisiculturista, e seus descentes, para desacreditar Lamarck - torna-se pobre diante da incerteza que, indaga: - Como se deu realmente, por exemplo, a evolução que culminou com o acontecimento dos pássaros: se Darwiniana, ou Lamarckiana. Creio que, os dois em teorias - cada um a seu modo - estavam presentes neste acontecimento, se outros naturalistas, não estiveram lá.

      Necessidades básicas para que uma espécie se adapte e sobreviva em um meio ambiente adverso, são quatro: Saciar a Fome - Saciar a Sede - Habilidades para fugir do predador - e Resistência genética para salvar-se das Pestes.  Esta última - em todas as  espécies - é exclusivamente Darwiniana. Porém, na espécie humana - que domina a vontade - esta última pode ser Lamarckiana também. Quanto as outras, se profundos e responsáveis, fica um pouco difícil definir de todo, o que é Lamarck, o que é Darwin.

       Se uma girafa fêmea escolheu o macho de pescoço mais comprido, para gerar filhotes mais adaptados a o meio, significa uma inteligência natural da fêmea; esta inteligencia - de preferir o macho mais adaptado - é inerente nas fêmeas de todas as especies de mamíferos, inclusive nas..., da especie humana. Uma inteligência Darwiniana. Porém, nos é difícil garantir se o felizardo macho bem adaptado, surgiu por acaso, ou foi a condição de um anseio em relação a condição ambiental, passado a os poucos, de geração para geração, através da genética, geradas pelas dificuldades alimentares, ou frente a o predador, do ambiente a disposição. E, nem garantir que, a própria inteligência das fêmeas, não tenha sido por conhecimento e aprendizado, passado de geração em geração, o que seria um pouco Lamarckiano também.

        Assim como os filhos do fisiculturistas (que através da vontade que o levou a  exercícios, e com isto se tornou musculoso) não nascem fortes como o pai, para que, simplesmente Lamarck seja negado - se na vida, tudo fosse tão Darwiniano como querem os seus defensores -  os filhos de Einstein (que é genética pura), teriam sidos todos gênios da ciência. Claro que no geral a evolução não se dá tão rápida assim, mas nem tão lenta. Extrema lentidão, ou extrema rapidez, são casos isolados. Então! Como negar Lamarck? Não ha uma regra generalizada de tempo para a evolução. Há seres que permanecem por milhões de anos sem uma mutação sequer. E a seres que a o passo de um período curto de tempo apresentam novas características, segundo as exigências do meio. Por outro lado: Se não tem como negar que Darwin descreve a evolução e adaptação da vida com muita propriedade / esta mesma propriedade, não tem como afirmar, que Lamarck deixa de tê-la. Cada um a seu modo  / Cada um a seu tempo.

      Umas vidas, entre  o acaso, o anseio, e o chamamento da natureza; optaram  por aproveitar a o máximo a potencialidade da luz, ou do calor / outras vidas, por apreciar e usufruir a o máximo da natureza, apenas suas dádivas e grandiosidade.

      Somente a o acaso? - Não da para crer! - A vida em si, sim; não puramente do acaso dela, mas do acaso do surgimento de um ambiente propício em cumplicidade com os fatores a o redor para o  acontecimento dela, e mesmo para que ela resista em um meio adverso, ou migre para um ambiente propício. Daí para a frente, o acaso não é mais absolutamente o Deus dos acontecimentos, e sim, faz parte deles.
        
        Hoje temos vidas que duram meses, anos, décadas, e algumas, séculos. Comparadas a os primeiros momentos da vida na terra, e até bem depois. Há vidas hoje, ocorrendo na natureza, que em sua duração, se  confrontadas com as vidas dos primeiros tempos, dos primeiros instantes; se parecem com a eternidade: - com a vida eterna.
      
       Há casos especiais na vida do reino vegetal que duram até mesmo milênios, entre eles; os pinheiros da Califórnia.(Uma Vida Atual, de uma espécie que vive Cerca de Mil anos, se comparada a Uma Vida Primordial (dos primeiros momentos da vida) que viveu por um segundo na natureza, é  cerca de 30 Bilhões de vezes mais longeva: - se isto não atesta uma busca incessante, pela eternidade no plano físico, e mesmo espiritual, então o que atesta?). (O que dizer então, do Creosoto; um arbusto do sudeste da mesma Califórnia, que vive 10 Mil anos?).

         Este anseio por viver - por buscar a longevidade - e conquistá-la, não é à toa. Se de um lado não nos dá nem uma certeza do que seja a morte / de outro, nos assegura que a vida é uma coisa muito boa, e que sem mistério, pode prolongar-se, não só em evolução na espécie, mas em evolução na própria espécime, (em cada exemplar) para muito além do que supõe nossa indagação filosófica: - o que é viver? o que é a vida?.

       A principio, viver muito, é querer viver, é anseio, é gosto. A princípio também, podemos dizer que viver muito é relativo, e que uma pessoa que viveu cinqüenta anos intensamente, viveu mais que outra; que viveu cem anos sobriamente. Mas se perguntarmos para aquele que viveu cinqüenta anos, se queria viver mais cinqüenta; certamente diria que sim. Podemos remeter à genética, e culpa-la, ou absorve-la, mas aí, a ciência esta entre nós para nos orientar: - "querer viver com longevidade  - muito além de adaptar-se - é se cuidar, se proteger".

       Quanto a doenças, causadas por vírus, ou bactérias, e mesmo mutações - enquanto vida - em cada exemplar de uma espécie, e nos humanos também; a princípio, todos nós, seres vivos, apresentamos duas características básicas fundamentais, no tocante a evolução: E as duas são Darwinianas.
        1- Apresentamos resistência genéticas a elas, e como espécime podemos resistir e salvar a espécie.
        2- Não apresentamos resistência nem uma. e como espécime podemos sucumbir, e se nem uma espécime mais resistir, a espécie toda será extinta.

        Mas nos seres humanos apresenta-se mais uma característica: a vontade de viver acompanhada do consciente  anseio por curar-se da doença, desvencilhar-se dela. Esta vontade somada a o consciente desejo de curar-se, muitas vezes resulta em cura, e isto é Lamarckiano. Temos que considerar que em muitos casos a genética ajuda, e neste caso, é Darwiniano. Mas em muitos outros, mesmo a genética não estando a favor, a cura pode ser feita. Ou a sobre  vida,  pode ser prolongada, por um nova postura tomada pelo afetado - isto é Lamarck.

       Como definir se quem salvou-se, foi por questões genéticas, ou de atitudes? Penso que as duas são capazes de salvar, ou prolongar uma vida. Se percebermos pessoas que não possuem histórico da doença na família, torná-se difícil dizer que aí não esteja Darwin. Mas se observarmos pessoas 
com histórico na família; e que estão deprimidas, angustiadas diante de uma grave doença - que vão de mal a pior - e que de um dado instante para outro, depois de conversar com o médico, o psiquiatra, o psicólogo, ou um outro conselheiro espiritual, ou mesmo a simples mudança de postura por conta própria diante da doença: passam a encarar o problema, compreendê-lo, e com isto resistem, e prolongam-se em sobre-vida no tempo - ou mesmo vencem a doença. Creio que aqui, podemos passar o crédito a LamarcK 

       No tocante a o câncer, é claro que podemos, de uma forma ou de outra, mediar um bom convívio com a doença. Pois se as células doentes anseiam por viver, nós também ansiamos. Se acelerarem sua população em busca de eternizar-se, será um ato imprudente e sem inteligência, por parte delas, pois estarão exaurindo e aniquilando o meio ambiente vital no qual vivem (no caso nós), para que,  se prolonguem em existência, claro, preparando inadvertidamente - se nos matarem - o próprio suicídio coletivo. Parece que isto é inerente em todo o ser vivo: se encontrar espaço aberto; colonizar o meio até exauri-lo, as últimas consequências, mesmo que isto apresente risco para a  morte da própria espécie: é Darwin. Mas entre os seres humanos apresentam-se exemplares da espécie, que de certa forma, tem consciência disto, e por isto, tem vontade de mudar esta ordem natural - e muitos põem em prática como coletividade, ou mesmo, como particularidade, atitudes para pelo menos amainar esta agressão, em busca de conscientemente através do anseio; garantir a integridade do meio, e a sobrevivência da espécie. Aqui, de uma forma ou de outra, apresenta-se mais uma vez, Lamarck. 
     
       Quem tem a inteligência somos nós. Então devemos promover diálogos com a nossa doença, deixando bem claro que, para que á vida prossiga, (o prazer de viver) é preciso um acordo entre nós e as células doentes.
       Pensamento é energia, e energia se propaga - custa manter um tratado com as célulazinhas doentes - se pensarmos uma mensagem, e enviarmos; com certeza vai chegar a elas.
     
        Um acordo tal que, permita a convivência sem agressões mutuas de ambas as partes. Ninguém reage sem ser agredido, ou massacrado primeiro. É preciso identificar o que as esta agredindo - um alimento - uma bebida - um tabaco - e mesmo, um ato constantemente mal feito. Um acolhedor e maravilhoso ambiente para as células doentes, (não enganem-se; um ambiente acolhedor projeta  harmonia) não tem como não ser promissor para a cura do câncer, ou pelo menos, para que o paciente tenha um longo e bom convívio com a doença, podendo depois de tudo, morrer de velhice, menos de câncer.
   
        Não é atoa que nas populações pobres, e no desconforto, a reprodução é acelerada: muitos filhos / nas populações ricas e no conforto, a reprodução é moderada: poucos filhos. Isto não é somente um fenômeno social - embora muitos queiram - é também, um fenômeno biológico. É a espécie que está sendo garantida, em meio as dificuldades. Também não é tão simples assim; é um fenômeno de biologia inteligente. E o que somos como seres humanos, se não frutos de uma biologia inteligente? Por isto devemos identificar o que está nos agredindo.
     
        Devemos nos cuidar,  nos proteger, e dialogar com nossas doenças, conosco mesmo, buscar um equilíbrio confortável através de orações subjetivas, se ateus - ou religiosas, se crentes em Deuses e santidades - e buscarmos e promovermos a cura, que nada mais é que, o equilíbrio. Há uma frase muito usada em medicina - pelos médicos, que sabem que a cura não é só de sua responsabilidade; 50% da cura é de minha responsabilidade, outros 50% são por suas. Aqui o médico não está se eximindo da cura, está sim mostrando a o paciente a importância do seu comportamento e  atitude, diante da doença. Nada mirabolante, nada angustiante, apenas apenas mudança no modo de encarar  a doença, e o respeito por ela. Todo grande  guerreiro, desde a antiguidade, sempre soube que mesmo a os inimigos mais terríveis devemos respeito - não medo - mas, respeito. É a alternativa mais viável para vence-los. 

        (Devemos em primeiro lugar  nos observar  e nos cuidar,  nos proteger, descobrir o que é que nos agride; evitar nos agredir, e então; dar trégua, dialogar com nossas doenças, conosco mesmo, buscar um equilíbrio confortável através de orações subjetivas, ou religiosas, idéias grandiosas e seguras, otimistas - Ética nunca fez mal a ninguém - e com isto promovermos a cura, que nada mais é que, o equilíbrio consciente entre nós e a doença, e o querer viver, que é  a coisa mais sagrada e boa, que toda a vida na natureza, pode ter como consciência original).  Se nós temos uma doença, e temos medo dela, então, nos somos incrivelmente sãos, e queremos viver. Quer condição melhor para se iniciar qualquer processo de cura! 

          Não há ser vivo na terra que não goste de viver, e que não tenha a vida como valor máximo como referência. O gosto pela vida é que faz, ela própria, permanecer e evoluir.

         A comunidade cientifica escolheu Darwin, preterindo Lamarck. É como se um estivesse 100% certo / o outro, 100% errado. Isto é natural. O trabalho de campo de Darwin foi esmagador. Mas no passado, a comunidade cientifica da antiguidade - no tocante a o céu - escolheu as ideias do filósofo Aristóteles, e do cartógrafo Ptolomeu , que afirmavam ser o Sol e os demais astros errantes, que giravam em torno da terra / preterindo Aristarco de samos e Pitágoras, que afirmavam ser a terra e os demais astros errantes, que giravam em torno do sol - por serem consideradas ideias extravagantes para a época. Esta lembrança nos garante muito pouco. Mas, estaria Darwin 100% certo? Creio que não! E nesta brecha entra Lamarck. 
      
           Não é assustador. Parece que caímos nas corredeiras de um Rio Bravo / Mas se olharmos bem, por todo o lado, dos paredões se estendem imensos e fortes cipós, a o alcance de nossas mãos. Em toda a ciência há uma verdade a guiá-la, com a medicina não seria diferente - ela é valiosa - não devemos abandoná- la - mas sempre há alternativas que nos levam para bem longe do fatalismo - estas, prontas para nos apoiar, mesmo que sejam apenas em comportamento subjetivo.

         O final da leitura deste Texto, não é a angustia, nem o vazio. É impossível se atingir o final de um texto e  ignorá-lo. O que se colhe, no mínimo, é razão para  criticá-lo de pronto: ou em silencio, conosco, ou de público, com a busca de fundamentos para destruí-lo, ou afirmá-lo, tornando-o mais forte. 
     
      

    

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